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Antes de pensar em metaverso, faça o seu o básico bem feito

As empresas devem se preocupar antes de tudo com a gestão estratégica dos seus negócios

Antes de pensar em metaverso, o varejista precisa fazer o básico bem feito. No mundo dos negócios, assim como quase tudo em nossas vidas, as mudanças estão cada vez mais aceleradas. Mas aqui vale também um velho ditado: não colocar o carro à frente dos bois! Ou seja, priorizar a inovação a partir de três pilares fundamentais para os grandes desafios: pessoas, processos e tecnologia. Porém, para sobrevir nesse admirável mundo novo, é necessário ter foco na gestão estratégica dos negócios.

Segundo o doutor em administração (PhD) Juedir Teixeira, o hábito de consumo muda muito rápido. “Afinal, são quatro gerações convivendo ao mesmo tempo. Os Baby Boomers (nascidos entre 1946 e 1964), Geração X (1965-1980), Geração Y ou Millennials (1981-1996) e Geração Z (1997-2010)”. Ele salienta que a Geração Alpha (a partir de 2010) já começa a influenciar o mercado.

Contudo, o também conselheiro do CDV da Associação Comercial de São Paulo – ACSP, lembra que as empresas que querem sobreviver precisam se adaptar a essa mudança acelerada. Porém, antes de mais nada é preciso gestão, fazer o básico bem feito. No embalo das novidades, algumas acabam investindo em projetos sem uma visão integrada de gestão. “Muitas vão ao mercado em busca de empresas de tecnologia e acham que tudo se resolve assim. Mas o processo deve ser outro. Primeiro é preciso definir a estratégia, depois buscar uma tecnologia que caiba no negócio“.

Isto é, devem conhecer e entender seus clientes para identificar quais as suas necessidades atuais e futuras. Só, então, definir a melhor tecnologia a ser usada na estratégia.

Antes de pensar em metaverso, invista em pessoas

Teixeira salienta que, depois de definidas as estratégias, é hora de escolher quais as melhores tecnologias serão utilizadas para atender cada uma. No entanto, alerta que devem levar em conta que o grande diferencial competitivo de qualquer negócio serão sempre as pessoas. Afinal, pessoas bem recrutadas, treinadas e motivadas é que irão construir as estratégias. Para ele “sem pessoas preparadas não se pode ter os melhores processos nem usar adequadamente as melhores tecnologias”.

Estratégia pode ser definida como meio para alcançar um objetivo dentro de determinado tempo. “A gestão de qualquer tipo de negócio, principalmente do segmento varejista, seja varejo de produtos ou de serviços, é alicerçada em seis variáveis estratégicas. Elas são fundamentais para o sucesso da operação, independentemente do porte e do segmento no qual a empresa atua. Contudo, para os pequenos e médios negócios o desafio é ainda maior“.

Consultor em gestão de negócios, Teixeira lembra que se inicia uma nova jornada na experiência de compra do consumidor. Voltada para agregar valor para a sociedade, para o ambiente, sem deixar de gerar valor financeiro. “Essa jornada é muito mais importante para todos nós, e sem volta”, conclui.

O básico bem feito

Separamos algumas dicas do professor Teixeira para quem quer manter o foco na gestão estratégica dos negócios, fazer o básico bem feito, antes de pensar em metaverso.
  • Gestão Financeira – Separar pessoa física da jurídica na hora de usar os recursos da empresa. Planejar a retirada dos sócios e cumprir o planejado. Boa gestão de capital de giro e de fluxo de caixa. Ter reserva financeira suficiente para cobrir ao menos quatro meses de custos fixos.
  • Gestão de Produtos, Estoque Margem e Giro – Ter bem definidos o mix de produtos e o mapa de sortimento, com o número de SKU por categoria. Bem como o orçamento anual de venda e de compra, também por categoria. Ter pouca ruptura de estoque.
  • Experiência de Compra – Proporcionar a qualidade da experiência em todos os pontos de contato com os quais o cliente interage com a empresa. Manter lojas limpas, arrumadas e produtos bem expostos. Ter um time com brilho nos olhos e sorriso nos lábios.
  • Visual Merchandising – É uma ferramenta que trabalha para a boa imagem da empresa, tanto no mundo físico como no virtual. Ou seja, mix de produtos devidamente precificados e gôndolas sempre abastecidas. Organizar o espaço para permitir uma boa circulação dos clientes. Ter uma iluminação agradável e mobília conservada.
  • Marketing e Comunicação – Desenvolver ações promocionais diferenciadas. Criar programa de fidelidade. Realizar parcerias de benefícios com outras empresas. Utilizar mídias off-line (jornais, revistas, outdoors, rádio etc). Bem como mídias sociais (e todas as ferramentas pagas e não pagas disponíveis), site, e-comerce e marketplace.
  • Gestão de Pessoas – Fazer recrutamento, seleção, treinamento e desenvolvimento de pessoal de acordo com os objetivos estratégico da organização. Criar plano de cargos e política de remuneração estratégica. Realizar treinamentos para manter a equipe motivado a atingir os objetivos da empresa. Trabalhar com times diversos.

E esse tal de metaverso?

Ele não é tão novo assim. Embora não liguemos o nome à criatura, muitos de nós o conhecemos. Já foi chamado no início dos anos 2000 de Second Life, um jogo que simula a vida de um ser humano, entre avatares, em um ambiente virtual e tridimensional. Porém, sem conexão virtual.

O conceito de realidade virtual totalmente integrada à vida real é a mais recente aposta de Mark Zuckerberg, o dono do Facebook, que agora se chama Meta! Entendeu? Entre suas possíveis aplicações está a possibilidade de as pessoas interagirem entre si e com as marcas em um mundo virtual.

Com certeza será uma inovação totalmente disruptiva. Contudo, na velocidade das mudanças de hábitos promovidas pelas tecnologias, o futuro é logo ali. Porém, antes de pensar em metaverso, faça o básico bem feito.